O Espírito de Natal na Alemaha

Sentada em frente ao rio Reno, em Dusseldorf, com um friozinho de menos 1º grau, me vejo obrigada a pensar no Natal.

A Alemanha vive nesses dias uma das maiores invenções comerciais da história, as feiras de produtos natalinos.

Só em Dresden ontem, 30 de novembro, mais de 2,5 milhões de pessoas se acotovelaram nas ruas da cidade para ver as novidades em produtos ligados às comemorações de final de ano.

Sabe o que é 2,5 milhões de pessoas num só evento?

Isso para não falar que todas as cidades da Alemanha, pequenas ou grandes, repetem o evento em praça pública durante todo mês.

Os céticos vão associar a data ao consumismo do capitalismo selvagem ou a descaracterização completa do sentido do Natal.

Pessoalmente eu acho o contrário, o espírito de Natal está impregnado nos alemães. Aliás, foi aqui que se inventou a árvore de Natal moderna.

Coincidência ou não, essas feiras levam as pessoas a enfeitarem suas casas, atualizarem seus enfeites e a se prepararem para a data.

Mais do que isso, as feiras empregam milhares de pessoas que estão direta ou indiretamente envolvidas no comércio dos produtos específicos para a ocasião.

Não há um supermercado aqui, que não ofereça diferentes bonecos de gengibre, pão de mel e outras guloseimas e enfeites natalinos.

As ruas, todas, são enfeitadas com milhares de luzes e as árvores de Natal são gigantescas.

Não importa se é capitalismo selvagem ou não, mas aqui na Alemanha, aparentemente, a maioria das pessoas vai ter muito o que comemorar neste final de ano.

Porque aqui, apesar de se trabalhar muito, ninguém precisa disfarçar que é rico ou que ganha bem e, principalmente, que bons negócios ajudam muito para que “todos” vivam um Feliz Natal.

Escrito por Lícia Egger Moellwald