Medo de não aparecer é o grande vilão das empresas

O medo de perder posição, transparecer que o colega tem mais contatos ou perder a influencia, leva os chefes a dificultarem ao máximo a entrada de informações, via subalternos, e que possam favorecer a empresa.
O jogo é bruto, se um colaborador tem um contato que é bom para a empresa mas tem potencial para desequilibrar a posição do chefe, começa a rolar o jogo de influencias e de poder perigoso.
Quem perde com isso? A empresa é claro. Está certo que faz parte da humanidade sentir receio, inveja e desconfiança, mas o fato é que se fosse possível contabilizar as perdas com esse processo burocrático de poder, seguramente o resultado estaria próximo do escândalo.
Tenho visto colaboradores num brutal corpo a corpo dissimulado pela necessidade de respeitar a hierarquia, ou de ouvir antecipadamente para ver se o assunto é interessante ou não, que dá pena.
Na maioria das vezes, a circuito burocrático é tão intenso que a informação, boa ou não, morre na praia.
O que fazer para permitir a fluidez dos contatos, mesmo os que não vêm dos pares do mesmo nível?
Depende da coragem dos gestores em deixar claro através de sinais compreensíveis, que a valorização ou desvalorização do profissional não está pautada apenas nos contatos.
Isso porque poucas empresas entendem de fato o que significa compartilhamento de informação e espírito de equipe. Ou seja, uns conseguem os clientes e oportunidades enquanto outros transformam em realidade o que foi proposto.
Mas num mundo competitivo, em que o networking é considerado como valor supremo, o mais importante é a aproximação com o cliente, o resto…é resto.
Enquanto as empresas não entenderem que a aproximação e a abertura de frentes de negócios é só a primeira parte de um longo e difícil processo, vamos continuar com o “puxa tapete” para cá e simula para lá, que de fato, é bem mais fácil.
Lícia Egger Moellwald