Competência social, o novo nome da boa postura no trabalho
Falar, vestir-se e relacionar-se com os colegas de maneira adequada são atitudes cada vez mais valorizadas pelas empresas.
A maioria dos profissionais considera que o domínio da sua área de atuação é o suficiente para se obter sucesso na carreira. No entanto, o mercado de trabalho se mostra muito mais exigente e tem desligado muitas pessoas com boa competência técnica, mas que não se portam adequadamente dentro da empresa. “De cada quatro demissões ocorridas, três são por problemas de atitude e relacionamento pessoal”, divulga a consultora de etiqueta empresarial, Lígia Marques.
A importância do assunto cresceu a ponto de se tornar matéria obrigatória em muitos cursos superiores sob um novo nome: competência social. É o que revela Lícia Egger Moellwald, professora da nova disciplina na Universidade Anhembi Morumbi, e como Lígia, também é contratada por inúmeras empresas para ensinar aos profissionais as regras básicas de conduta e postura no trabalho.
Roupas
Preste atenção na sua aparência, pois 75% do que vão pensar de você virá da sua imagem. “Nesse ponto, a roupa tem um peso enorme”, afirma Lícia Moellwald. Para ela, um grande problema é que muitas pessoas não entendem que a imagem profissional é diferente da imagem pessoal. Como solução, ela propõe um guarda-roupa só para o trabalho. Isso não implica, necessariamente, altos gastos com roupas, “uma calça de sarja costuma ser mais barata do que uma jeans”, exemplifica Licia. A maioria das empresas mantém uma imagem tradicional, isso significa que não pega bem ir trabalhar de tênis, camiseta, jeans ou boné, por exemplo. Há poucas exceções, segundo as consultoras, como as empresas de publicidade, por exemplo, que contam com um ambiente mais descontraído e permitem um visual informal. Mas a maioria dos profissionais deve ir ao batente de sapatos, calça e camisa social. As mulheres devem deixar de lado decotes, transparências e as tradicionais sandálias rasteirinhas, “elas dão um ar de praia e não caem bem num ambiente de trabalho”, assegura Lícia (veja mais detalhes no quadro abaixo).
Os cabelos devem ser bem cortados e, no caso dos homens, a preferência é pelo cabelo curto. Tatuagens só em locais discretos do corpo, para que não apareçam, o mesmo vale para os piercings. “Muitas pessoas têm aflição com piercings. Por isso, toda vez que ela pensar em você, vai relembrar do desconforto que ela sentiu ao ver o seu piercing”, alerta Lícia. Também, nada de exageros nos acessórios. Homens devem evitar correntes e anéis, reserve-os só para a balada.
As gírias não são bem aceitas. Comece a prestar atenção no seu vocabulário e procure trocar as gírias por sinônimos. “Em vez de ‘amanhã vai rolar uma reunião’, diga ‘amanhã vai haver uma reunião’”, exemplifica Lícia Moellwald. Às vezes durante uma entrevista de emprego, por exemplo, o entrevistador pode começar a usar gírias, mesmo assim “o candidato ao emprego não deverá imitá-lo nem se sentir à vontade para isso”, alerta Lígia Marques que lembra que a informalidade deve ser banida também dos e-mails profissionais.
Higiene é fundamental
Outro item importantíssimo de que muitos profissionais se descuidam é o asseio pessoal. “As pessoas parecem não perceber que estão com o desodorante vencido e isso causa muitos problemas de relacionamento”, diz Lígia Marques. Além do desodorante, é preciso também ficar atento ao mau hálito e manter as unhas limpas e bem cortadas.
Artigo publicado: http://www.telecursotec.org.br/noticias.php?id=61