Espírito Humano

22 de Outubro de 2008 @ 09:19 por licia

gentileza 1 - gentileza 1

Quando se pensa em Etiqueta Corporativa é comum associar a palavra a questões de hierarquia, bom comportamento ou demonstrações de status. Mas Etiqueta tem a ver também com a manutenção do espírito humano.

Muitas vezes, somos levados pelas exigências e competitividade da vida profissional à sentir medo, cometer erros e sermos mal entendidos. Sentimentos que de certa forma estão distanciados das exigências do trabalho.

O espírito humano é a condição única para ver e ser visto como pessoa e não como mero objeto de obtenção de resultados.

Empresas e pessoas que se mantém humanas em todo o ciclo de produção de um determinado bem ou serviço, decididamente têm como retorno o lucro. Isso, se a questão capital for entendida como valor que abrange também o bem estar dos colaboradores.

Resumindo, empresas que mantém uma política de gentilezas para lembrar constantemente seus colaboradores de que o ser humano está presente nas operações do dia-a-dia, tem maior retorno do que as que simplesmente se prestam a extrair e delapidar a energia de seus funcionários.

O espírito humano está relacionado diretamente à gentilezas que não nascem do interesse ou necessidade, mas sim da empatia, do respeito, da percepção do outro como igual e do compartilhamento da emoção.

Ser gentil é se colocar no lugar do outro, é respeitar a sua condição de ser humano e compartilhar a emoção de sentir-se muitas vezes desamparado diante de um dia cheio de dificuldade.

Para quem se esqueceu de como é ser gentil é super fácil:

• sorria quando encontrar alguém no corredor
• Jamais grite ou levante a voz diante de um erro
• Elogie o que foi bem feito alto
• Critique o erro em particular
• Guarde segredos e não se esqueça de agradecer sempre

Isso, já está bom para começar!

Lícia Egger Moellwald

Quanto vale o seu corpo?

18 de Outubro de 2008 @ 13:30 por licia

dinheiro - dinheiro

Esta pergunta não trata de prostituição ou qualquer sugestão a respeito de exploração indevida do corpo, mas de saber o quanto a percepção do corpo feminino é moldada como um bem afetivo-sexual.

Complicado? Não é não; boa parte das mulheres brasileiras atua como se o corpo fosse uma mercadoria de troca afetiva e, é claro, de dinheiro e ascensão social.

Aqui, jovens, madurinhas e passadinhas percebem seus corpos como um valor que permite conquistar direitos, bens e até maridos. Mesmo chocante, o corpo como capital de troca ganha contornos ainda mais exigentes com a aproximação do verão.

Qual mulher não gostaria de ter o bumbum de alguma gostosa que aparece na mídia, os peitos da Pamela Anderson ou as pernas bem torneadas de um outro símbolo sexual qualquer, só para se exibir e causar inveja?

Se é mentira, porque é que as academias estão abarrotadas de mulheres incansáveis, cirurgiões plásticos com a agenda lotada e a lista de programas anti-celulite e flacidez que não acabam de crescer?

Para nós, o corpo tem valor enquanto objeto de atração, exibição e inveja. Ser valorizada e reconhecida pela beleza corporal é chegar ao apogeu como mulher e, dependendo do caso, alcançar distinção social e profissional.

O corpo perfeito permite negociar, exigir e ditar normas, mais do que qualquer outra competência. Pelo menos é assim que, inconscientemente, age boa parte das mulheres que se exibem e salientam como podem o seu aparato físico-sexual.

Tudo faz crer, desde menina, que a sensualidade e a sua exibição são mais importantes que qualquer coisa que não possa ser apreciada apenas pelo olhar. Assim, as mulheres são ensinadas a explorar seus dotes físicos, para atrair e manipular.

Mas a beleza infelizmente não é um bem permanente e a validação do corpo feminino como veículo de erotismo e sensualidade aumenta a sensação de perda diante de qualquer incidente corpóreo ou com o simples passar dos anos.

A compulsão pela beleza física, que trabalha para denegrir a necessidade de outras fontes de atração, passa seguramente a vilã, cedo ou tarde, em algum momento da vida feminina. Não se trata aqui de se lançar à ditadura do abandono, mas de dar o devido peso ao corpo. Entender que trabalhar o físico para obter melhor desempenho e saúde passa longe do mero exercício voltado para a sedução.

Buscar a plenitude intelectual e a liberdade para adquirir outros atributos, que não só o da beleza, é uma condição para se manter íntegra na longevidade.

Mulheres que sabiamente se deixaram levar pela experiência do conhecimento, do trabalho e da busca por ideais maiores têm se mostrado mais felizes no conjunto de suas vidas.

Mas isso não impede que a beleza seja um valor dominante em algum momento da vida, desde que a mulher esteja preparada para substituí-la quando precisar ou simplesmente quando der na telha.

Lícia Egger Moellwald
Publicado no Portal IG, site Delas, coluna “Comporte-se”

Programa para sexta dia 24: Degustação de histórias

16 de Outubro de 2008 @ 07:50 por licia

vila - vila

Projeto exclusivo da Livraria da Vila que une as mais belas e curiosas histórias de todo o mundo com uma degustação de pratos temáticos e o delicioso vinho Periquita.

Com o contador de histórias Ilan Brenman e a chef Carole Crema.

Valor: R$45 por pessoa Das 19h45 às 21h30

Local do evento
Casa do Saber
Rua Dr. Mário Ferraz, 414 - Itaim
3073-0513

Medo de não aparecer é o grande vilão das empresas

16 de Outubro de 2008 @ 07:25 por licia

medo 1 2 - medo 1 2

O medo de perder posição, transparecer que o colega tem mais contatos ou perder a influencia, leva os chefes a dificultarem ao máximo a entrada de informações, via subalternos, e que possam favorecer a empresa.

O jogo é bruto, se um colaborador tem um contato que é bom para a empresa mas tem potencial para desequilibrar a posição do chefe, começa a rolar o jogo de influencias e de poder perigoso.

Quem perde com isso? A empresa é claro. Está certo que faz parte da humanidade sentir receio, inveja e desconfiança, mas o fato é que se fosse possível contabilizar as perdas com esse processo burocrático de poder, seguramente o resultado estaria próximo do escândalo.

Tenho visto colaboradores num brutal corpo a corpo dissimulado pela necessidade de respeitar a hierarquia, ou de ouvir antecipadamente para ver se o assunto é interessante ou não, que dá pena.

Na maioria das vezes, a circuito burocrático é tão intenso que a informação, boa ou não, morre na praia.
O que fazer para permitir a fluidez dos contatos, mesmo os que não vêm dos pares do mesmo nível?

Depende da coragem dos gestores em deixar claro através de sinais compreensíveis, que a valorização ou desvalorização do profissional não está pautada apenas nos contatos.

Isso porque poucas empresas entendem de fato o que significa compartilhamento de informação e espírito de equipe. Ou seja, uns conseguem os clientes e oportunidades enquanto outros transformam em realidade o que foi proposto.

Mas num mundo competitivo, em que o networking é considerado como valor supremo, o mais importante é a aproximação com o cliente, o resto…é resto.

Enquanto as empresas não entenderem que a aproximação e a abertura de frentes de negócios é só a primeira parte de um longo e difícil processo, vamos continuar com o “puxa tapete” para cá e simula para lá, que de fato, é bem mais fácil.

Lícia Egger Moellwald

Programa Legal: Palestra gratuita para treinar o inglês

15 de Outubro de 2008 @ 08:16 por licia

casa do saber - casa do saber

A Casa do Saber e a Cultura Inglesa apresentam uma série de encontros culturais. São leituras de peças e uma palestra ilustrada, que oferecem vivências relevantes da cultura de língua inglesa. Os eventos são sempre em inglês, sem tradução, e acontecem na última sexta-feira do mês, na Casa do Saber Jardins – Mário Ferraz, às 20h.

No dia 31 de outubro o programa apresenta: Os musicais de Cameron Mackintosh, uma Palestra Ilustrada
com o músico Fernando Patau que além de tocar apresenta um panorama dos principais sucessos de Cameron Mackintosh, britânico que produziu musicais como Cats, Les Miserables e O Fantasma da Ópera, entre outros.

Duração: 60 min
Fernando Patau

Tá com pressa? prepare uma sobremesa com chocolate amargo

15 de Outubro de 2008 @ 07:58 por licia

chocolate - chocolate

O livro de receitas “Dieta Saudável: O Livro de Receitas”, tem receitas com chocolate amargo para aqueles que querem emagrecer e não conseguem deixar os doces de lado.

Uma das dicas para o preparo da receita é utilizar um chocolate amargo de boa qualidade, que contenha no mínimo 70% de cacau e fará toda a diferença no sabor.

Entretanto, o autor Ian Marber, adverte que o consumo de doces perpetua a compulsão por açúcar, e evitar o açúcar é um dos princípios de seu livro. Portanto, se você quer perder uns quilinhos e manter a saúde, aprecie a sobremesa com moderação.

Verdade ou não resolvi passar a receita para quem precisa apresentar uma sobremesa mas está sem nenhum tempo de pensar.

Potinhos de chocolate

Rendimento: 2 porções

Ingredientes

- 40 g de chocolate amargo
- 2 colheres (sopa) de água quente
- 4 colheres (sopa) de fromage frais magro (ou creme de leite light)
- Algumas castanhas-do-pará

Modo de preparo

Quebre o chocolate em uma tigela e coloque-a sobre uma panela com água fervente (banho-maria) até o chocolate derreter. Adicione a água quente e mexa bem, fazendo um creme espesso e brilhante. Deixe esfriar e misture o fromage frais.

Divida a mistura de chocolate em duas xícaras pequenas de café expresso e leve à geladeira.

Pique grosseiramente as castanhas-do-pará que pode ser trocada por outro ingrediente crocante

Quando os potinhos de chocolate estiverem gelados, espalhe as castanhas por cima e sirva.

Fonte: Folha de São Paulo

Cuidado tem gente de olho em você!

15 de Outubro de 2008 @ 07:21 por licia

fechadura - fechadura

Poucas pessoas se dão conta do quanto são observadas durante o dia-a-dia de trabalho numa organização.

Em conversas com alguns RHs que encontro pela vida fico assustada sobre o quanto os pequenos detalhes do comportamento de um colaborador podem fazer diferença na percepção da empresa.

Está claro que não são todas as instituições que tem critérios e cuidados especiais tanto para a manutenção dos bons funcionários quanto na avaliação precisa e correta de cada atuação.

Mas para as empresas realmente preocupadas com o crescimento e a motivação de seus colaboradores as atitudes e atuações são realmente importantes.

Por isso, manter-se alerta às respostas diante das solicitações, pequenas ou grandes, é imprescindível. Ficar atento ao comportamento é uma boa politica para preservação da imagem pessoal e profissional.

Principalmente nos momentos em que se está atuando fora da empresa e nos de lazer. Para os que acreditam que a imagem pessoal não está atrelada a da organização para a qual trabalham, lamento dizer que é melhor mudar de ideia.

Cada vez mais os detalhes podem parecer indícios de descontentamento ou de grande dedicação.

Como resolver a questão sem se sentir invadido começa por entender que somos uma mesma pessoa quando atuamos no trabalho e quando estamos nos momentos de privacidade.

Cuidar e polir comportamentos que de alguma forma possam causar estranheza ou incompreensão é uma boa medida para não ter problemas.

De resto, muito bom senso e consideração com quem passa, mesmo que por alguns segundos, ao nosso lado é sem sobra de dúvidas um bom começo.

Lícia Egger Moellwald

Especialista explica como conduzir uma reunião de forma eficiente

15 de Outubro de 2008 @ 06:52 por licia

reuniao de trabalho - reuniao de trabalho

SÃO PAULO - Que reuniões mal conduzidas atrapalham a produtividade nas empresas todos já sabem. Conforme afirmou o especialista em gerenciamento de tempo, Christian Barbosa, o problema é perceptível aos funcionários. O que muitos não sabem, porém, é como fazer com que estes encontros sejam mais eficientes.

“Segundo um estudo que realizamos na Triad Consultoria, o desperdício que se tem com reuniões improdutivas é de aproximadamente R$ 500 mil a cada 100 funcionários. Esse é um grande problema a ser enfrentado pelas corporações”, afirmou Barbosa.

O levantamento, realizado com 2000 pessoas, mostra que 64% dos participantes dizem que as reuniões nas empresas em que trabalham são desnecessárias ou mal conduzidas. “O condutor de uma reunião tem a missão de fazer com que ela atinja os objetivos propostos”.

Como conduzir bem?

Para que o condutor consiga fazer uma reunião eficiente, Barbosa dá as seguintes orientações:

Estabeleça previamente os objetivos: evite ao máximo convocar uma reunião de última hora. Para que ela seja produtiva, os participantes devem estar bem preparados e esclarecidos sobre o motivo da convocação e os temas a serem discutidos;

Convoque certo: analise o motivo da reunião e convoque as pessoas que realmente forem indispensáveis para tratar sobre o assunto proposto. Algumas vezes, há pessoas que não precisariam estar ali naquele momento e poderiam estar fazendo outras coisas;

Coloque os objetivos primeiro: inicie o encontro lendo o objetivo. Certifique-se de que todos os presentes agreguem algo ao tema e que concordem com o tempo proposto para a discussão. Deixe o objetivo e a pauta escritos e visíveis durante toda a reunião;

Permaneça em pé: “sempre que conduzo reuniões para clientes eu ajo dessa maneira”, afirmou Barbosa. “Isso me permite evitar conversas paralelas em função do meu posicionamento, observar os participantes e também me ajuda a referenciar visualmente o objetivo escrito, quando o foco é perdido”, completou;

Utilize um relógio no centro da mesa: assim, todo o grupo será conscientizado e se preocupará com o tempo;

Registre a memória da reunião: para evitar que a conversa se perca ou fique prolixa, convém registrar as principais idéias discutidas na reunião e os próximos passos;

Avalie o processo: após a reunião, faça uma pesquisa com os participantes sobre a mesma e seu processo de condução, pois isso ajudará a aprimorar sua técnica.
“Uma condução efetiva, além de destacar as características pessoais, permite que a sua produtividade e a da equipe aumentem consideravelmente para que a empresa atinja os resultados esperados”, finalizou Barbosa.

Fonte: UOL

Vamos comer bem?

14 de Outubro de 2008 @ 14:31 por licia

receita - receita

Que tal começar a testar sua capacidade de chef? Pode ser gostoso e motivo de muita conversa.

Selecionei uma receita que acredito desafiadora e de excelente paladar para quem estiver com vontade de ousar: Curry massam de filé mignon

4 porções

200 g de filé mignon em cubos de 1,5 cm
100 g de batatas pré-cozidas cortadas em cubos de 1,5 cm
100 g de arroz de jasmim
20 g de cebola cortada em cubinhos
15 g de açúcar
200 ml de leite de coco
125 ml de água
30 ml de suco de tamarindo
15 ml de molho de peixe
1 colher (sopa) de curry
1/3 de xícara
(chá) de amendoim torrado sem pele
3 sementes de cardamomo verde
1 folha de louro

1 Prepare o arroz de jasmim da mesma maneira que se faz o arroz tradicional.
2 Em uma panela funda, sele a carne em pouco óleo e frite a cebola sem dourá-la; reserve.
3 Dissolva o curry em metade do leite de coco em fogo baixo.
4 Adicione o tamarindo, o açúcar e o molho de peixe; misture até dissolver o açúcar.
5 Ferva e misture o molho com a carne, as cebolas e as batatas.
6 Adicione o amendoim e deixe em fogo médio.
7 Dilua o resto do leite de coco na água.
8 Adicione, aos poucos, o louro e o cardamomo; cozinhe até que as batatas fiquem macias.
9 Ajuste a consistência com mais água, se preciso.
10 Sirva com o arroz jasmim.

Receita da chef Tatiane Favarin, do Empório La Poltrona; emporiolapoltrona.com.br

foto: André Peniche

Medo de ser mal avaliado

14 de Outubro de 2008 @ 14:06 por licia

zero 1 - zero 1

Atire a primeira pedra quem já não ficou com frio na barriga ao saber formalmente que seria avaliado?

Mesmo preparados não tem segredo, todos nós trememos na base na hora “H” e eu não fujo à regra. Toda vez que eu me exponho dá na mesma, fico muito apreensiva para saber o resultado.

O que eu tenho feito para melhorar as minhas chances pode parecer bobagem, mas tem dado mais ou menos certo até agora, dou o melhor de mim.

Ontem foi um desses dias, passei pelo crivo de 22 executivos (homens e mulheres) da primeira linha de uma empresa cliente.

Nada me favoreceu muito, o espaço não era adequado, tive uma alergia brutal do ar condicionado que fez meu nariz ficar pingando e para ajudar ainda mais, meus olhos começaram a arder a ponto de não me deixar pensar direito.

Mesmo parecendo pegadinha de Halloween, pensei bem, me concentrei e apesar de tudo segui em frente usando toda a minha disposição e energia. Ainda não sei se deu certo, não recebi o feedback, mas eu tenho certeza de uma coisa, naquelas oito horas eu realmente dei o meu melhor.

Quando se faz o melhor, é pouco provável que todos o reprovem, pelo menos é isso que eu tenho percebido no meu trabalho e no trabalho das pessoas que eu tive oportunidade de julgar.

Quanto ao frio na barriga, faz parte de quem gosta de desafios e dá a cara para bater. Quem não está afins de emoção é fácil, fique em casa assistindo televisão que nada de muito emocionante acontece.

Lícia Egger Moellwald